O julgamento do tabelião de 43 anos, acusado de matar a esposa grávida de seis meses e os sogros em agosto de 2021, em Nova Friburgo, foi adiado na noite de quarta (11).
O réu afirmou que havia perdido a confiança na Defensoria Pública, atitude que, segundo o Ministério Público é vista como um ato claramente protelatório, com objetivo de adiar a responsabilização criminal.
Com o ato, a juíza responsável informou que o júri será remarcado até março de 2026.
Durante a sessão, a defesa exibiu um vídeo gravado pela irmã do réu, que é psicóloga.
Na gravação, ela faz uma análise do estado emocional dele e afirma que, na semana do crime, o irmão teria demonstrado sinais de surto, dizendo ser perseguido pela família.
A linha defensiva tenta reforçar a tese de instabilidade psicológica, o que já havia sido negado anteriormente pela Justiça por falta de comprovação.
O julgamento teve início na terça (10) e durou cerca de 16 horas com o sorteio dos jurados e o depoimento de testemunhas.
Os jurados estavam hospedados em um hotel sob acompanhamento da Justiça e escolta policial.
O réu responde por feminicídio, aborto, homicídio qualificado, além de agravantes como motivo banal e impossibilidade de defesa das vítimas.
Somadas, as penas podem ultrapassar 80 anos de prisão.
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