O Dia do Trabalhador, celebrado nesta sexta, 1º já não representa o tradicional cenário de empregos com carteira assinada, jornada fixa e estabilidade.
Atualmente ele vem sendo substituído pelo CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica).
O avanço dos microempreendedores individuais (MEIs) revela uma mudança profunda no perfil do trabalhador brasileiro.
Crescimento acelerado
O Brasil bateu recorde na abertura de MEIs em 2025: foram 3,8 milhões de novos CNPJs, um aumento de 22,1% em relação aos 3,1 milhões registrados em 2024. Os dados fazem parte do Panorama Econômico dos Pequenos Negócios, elaborado pelo Sebrae com base em informações da Receita Federal.
Reflexo em Nova Friburgo
Essa mudança também pode ser observada em Nova Friburgo. Dados do Governo Federal apontam que, em 2022, o município registrava cerca de 20 mil MEIs ativos. Já em 2026, esse número chegou a aproximadamente 22,6 mil novos CNPJs, evidenciando um crescimento significativo no empreendedorismo local. O cenário reflete tanto o potencial econômico da cidade quanto a busca por alternativas diante das dificuldades de inserção no mercado formal.
Serviços puxam a alta
O setor de serviços lidera a abertura de novos negócios no país. Até novembro de 2025, ele foi responsável por 64% das novas empresas. Na sequência aparecem o comércio, com 21%, e a indústria, com 7%.
Entre as atividades com maior número de novos registros estão os serviços de entrega, transporte de carga e publicidade, áreas diretamente ligadas às novas dinâmicas de consumo e ao avanço das plataformas digitais. Regionalmente, São Paulo concentra 29% das aberturas de pequenos negócios, seguido por Minas Gerais (11%) e Rio de Janeiro (8%).
Quanto custa ser MEI
A contribuição mensal do microempreendedor individual foi atualizada em 2026 e passou a corresponder a 5% do salário mínimo, fixado em R$ 1.621. Com isso, o valor pago mensalmente varia entre R$ 81,05 e R$ 87,05 para a maioria das atividades e serve também como contribuição mensal para a aposentadoria. No caso do MEI caminhoneiro, a contribuição é maior, podendo chegar a R$ 200,52, dependendo do tipo de carga e destino.
O pagamento é feito por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que reúne tributos e a contribuição ao INSS. O vencimento ocorre todo dia 20 e pode ser quitado por boleto, PIX ou débito automático.
Ao manter as contribuições em dia, o microempreendedor garante acesso a benefícios previdenciários como aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte.
Foto: Gabriella Bini



