“Corpo Paisagem” pode ser visitada até 25 de fevereiro em São Pedro da Serra

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Exposição propõe imersão entre arte, Mata Atlântica e imaginário popular

A relação entre corpo, paisagem e imaginário popular é tema da exposição “Corpo Paisagem”, da artista friburguense Sani Guerra.

A exposição segue até 25 de fevereiro na Clínica de Artes de São Pedro da Serra.

A mostra reúne nove obras, sendo seis pinturas e três esculturas em argila, e propõe um mergulho sensível na Mata Atlântica e no universo simbólico das máscaras.

As obras dialogam com manifestações culturais brasileiras, especialmente o Carnaval dos Moitas, tradição realizada na localidade de Rio Bonito de Cima, na zona rural do município.

Segundo a artista, a exposição investiga as conexões entre máscara, corpo, mata e território.

Elementos de ancestralidade, ritual e imaginação estão presentes nas obras.

Nas telas, figuras mascaradas surgem em paisagens fictícias, misturando corpo e natureza em cenários entre o real e o imaginário.

A pesquisa faz parte do mestrado que a artista desenvolve na PUC-Rio

Obras da autora:

A Raposa – 2017

Entre os destaques está a pintura “A raposa” (2017), que retrata uma cena ritualística em torno de uma mesa com alimentos marinhos.

A obra reúne símbolos do sagrado e do popular e antecipa reflexões centrais da pesquisa da artista sobre o corpo mascarado em manifestações populares brasileiras.

As máscaras – 2017

Outra obra apresentada é “As máscaras” (2017), que mostra duas figuras femininas sentadas em um sofá no interior de uma floresta, usando máscaras tibetanas. O contraste entre elementos culturais cria um estranhamento intencional, suspendendo tempo e identidade.

As esculturas em argila aprofundam a dimensão material da exposição. Moldadas manualmente, as peças evocam máscaras, folhas e formas biomórficas, criando figuras híbridas entre humano, vegetal e entidades simbólicas. O uso da argila reforça a relação com a terra e com práticas ancestrais.

Sobre a autora:

Natural de Nova Friburgo, Sani Guerra é licenciada em Artes Visuais e desenvolve pesquisas voltadas para memória, corpo e paisagem, com foco na ancestralidade e na impermanência.

Foto: Divulgação